terça-feira, 30 de setembro de 2014

Rigoberta Menchú Tum

               Rigoberta é original de um povoado do norte da Guatemala chamado Chimel; desde pequena foi acostumada a trabalhar na fazenda de sua família e na costa do Oceano Pacífico onde, acompanhada de outras crianças e adultos, colhia café em grandes plantações. Independentemente de sua origem indígena e simples, conseguiu mostrar ao mundo um pouco mais sobre a cultura de seu povo, a Maia-Quicheó. Desde menina sua força de vontade já se manifestou, cedo se envolveu em atividades da igreja católica que visavam reformas sociais; destacou-se no movimento de propriedade das mulheres. Mais tarde, já adulta, participou de movimentos contrários à ditadura estabelecida em seu país, o que motivou a perseguição por parte do governo; isso fez com que se refugiasse no México a partir de 1981 – infelizmente sua família não foi abrigada em território mexicano e seu pai acabou sendo morto na embaixada espanhola na Guatemala, no mesmo ano.

                Passados 10 anos desse tempo de insatisfações, Rigoberta participou da elaboração da Declaração dos Direitos dos Povos Indígenas pela ONU. Com o fim da guerra civil guatemalense, ela levou ao tribunal espanhol nomes de políticos e militares que assassinaram cidadãos espanhóis e que praticaram genocídio contra o povo Maia da Guatemala. Essa ativista dos direitos humanos foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz de 1992 em função de suas reivindicações e de sua luta, além de receber o Prêmio Príncipes das Astúrias de Cooperação Internacional e de se tornar Embaixadora da Boa Vontade da UNESCO (comitê da ONU).

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